O Calendário Universal


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No ano de 1870 do antigo calendário gregoriano, com o fim da Guerra Mundial, a democracia foi restaurada na Europa, que junto com o Império Sino-japonês uniu-se à Comunidade das Nações, que assim se tornou verdadeiramente global. Além de se planejar a construção de uma nova capital na África, Cosmópolis (inaugurada dez anos depois), foi emitida uma moeda internacional e também foi introduzido um novo calendário universal.

Na época, muitos calendários diferentes marcavam a passagem do tempo no mundo. O Calendário Gregoriano era utilizado na Europa, Brasil, Colômbia do Norte e partes da África e da Ásia. Porém, o Império Sino-japonês, a Federação Méxica, Utopia e Etiópia tinham seus próprios calendários, e maioria dos países do Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central usavam o Calendário Islâmico. A Índia usava vários calendários regionais.

O novo calendário combinou características de vários sistemas então em uso e adotou, para os nomes dos meses, os signos do zodíaco que, apesar de não serem comuns a todas as culturas, foram considerados satisfatoriamente neutros. Entretanto, em vez de se adotar as tradicionais datas astrológicas de início das estações e da vigência dos diferentes signos, preferiu-se dividir o ano em meses e trimestres tão regulares quanto possíveis. Cada ano foi dividido em três trimestres de 91 dias e um trimestre de 92 dias, cada um deles dividido em três meses de 30 ou 31 dias: áries (31), touro (30), gêmeos (30), câncer (31), leão (30), virgem (30 nos anos normais e 31 nos bissextos), libra (31), escorpião (30), sagitário (30), capricórnio (31), aquário (30) e peixes (31). Por exemplo: o dia do Natal, antes 25 de dezembro, passou a se chamar seis de capricórnio.

Discutiram-se propostas de semanas de cinco, seis ou dez dias, bem como a de manter as semanas de sete dias, mas com um ou dois domingos extras por ano (31 de Peixes e, nos anos bissextos, 31 de Virgem), de forma que o calendário se tornasse de fato perpétuo: assim, o dia seis de capricórnio, por exemplo, corresponderia sempre ao mesmo dia da semana (sexta-feira, no caso). Entretanto, a idéia se chocou com a oposição dos setores conservadores das principais religiões ocidentais – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo – que consideravam a semana de sete dias uma parte essencial de suas tradições. Para evitar atritos e confusões, preferiu-se não adotar uma semana universal oficial e deixar que cada povo determinasse seus dias de festa e descanso de acordo com suas tradições. O Calendário Universal, por isso, não possui semanas.

Quanto à numeração dos anos, decidiu-se contar como ano zero o que pelo calendário gregoriano era chamado de ano 10.001 a.C., de forma a evitar datas históricas negativas. Os anos “depois de Cristo” do antigo calendário gregoriano podiam ser convertidos ao calendário universal somando-se 10.000; os “antes de Cristo”, subtraindo-se a antiga data de 10.001. O verdadeiro ano do nascimento de Cristo, 6 a.C. pelo calendário gregoriano, tornou-se 9.995 AU (Ano Universal).

No antigo calendário gregoriano a regra para os anos bissextos era a seguinte: um ano era bissexto quando seu número é divisível por quatro, salvo se também fosse divisível por 100 e não fosse divisível por 400. Assim, o ano gregoriano 1596 foi bissexto e 1600 também, mas 1700 não.

Já no calendário universal, um ano é bissexto quando seu número for divisível por quatro, salvo se também for divisível por 128. Portanto, 11.896 AU e 11.900 AU foram bissextos, mas 11.904 AU, não. A nova regra tornou o ano do calendário um pouco mais próximo do verdadeiro valor do ano trópico natural do planeta Terra.

À medida que a nova humanidade expandiu-se por outros planetas e por outros sistemas solares, adotou outros calendários adequados às condições locais. Porém, o calendário da Terra continuou a ser usado como referência do tempo da história universal, mesmo em outros planetas. Apesar de sua origem local, o Calendário Universal da Terra e a hora de Cosmópolis passaram a ser usadas também pela organização da Solidariedade Galáctica.


Conversão do Calendário Gregoriano para o Calendário Universal (anos normais)


Conversão do Calendário Gregoriano para o Calendário Universal (anos bissextos)